quarta-feira, 16 de abril de 2008

natureza viva

Ah, fumarás demais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permanecerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, noites afora, faltarás ao trabalho, escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio o jeito exato dele, em algum cheiro estranho o cheiro preciso dele.






sábado, 29 de março de 2008



(...) eu só quero passar o meu café sozinho.
e tomá-lo olhando a rua.
eu não posso fingir algo que não estou.
todos têm a sua maneira de estar.
e eu estou assim.
e também tenho esse direito.